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A visão de não desistir no meio do caos move o céu e traz honra
Texto base: 2 Samuel 21:1–14
A Bíblia não romantiza a dor.
Ela registra a dor como ela é.
E uma das histórias mais duras — e mais poderosas — do Antigo Testamento é a história de Rispa.
QUEM FOI RISPA
Rispa era concubina de Saul.
Ela não era rainha.
Ela não tinha púlpito.
Ela não tinha voz política.
Mas ela tinha algo que o céu respeita: permanência no meio do caos.
Seu nome aparece discretamente antes, mas explode em significado em 2 Samuel 21.
POR QUE OS FILHOS DE RISPA MORRERAM?
Anos antes, Saul quebrou um juramento feito por Israel aos gibeonitas (Josué 9).
Ele tentou exterminá-los, trazendo culpa de sangue sobre a nação.
Já no reinado de Davi, o resultado aparece:
três anos de fome
silêncio do céu
terra seca
Davi consulta ao Senhor, e Deus responde com clareza:
“É por causa de Saul e da sua casa sanguinária.”
(2 Samuel 21:1)
A dívida precisava ser resolvida.
Os gibeonitas exigem justiça:
sete descendentes de Saul.
Não pedem ouro.
Não pedem prata.
Pedem vidas, segundo a justiça da época.
QUEM MORREU
Foram entregues:
Dois filhos de Rispa
Cinco filhos de Merabe, filha de Saul
Eles foram executados e expostos.
Aqui começa o luto. Aqui começa o caos. Aqui começa a história que move o céu.
RISPA SOBRE A ROCHA
A Bíblia diz algo que corta a alma:
“Então Rispa, filha de Aiá, tomou pano de saco e o estendeu para si sobre a rocha, desde o princípio da sega até que do céu caiu chuva…”
(2 Samuel 21:10)
Ela ficou ali:
dias
noites
sol
frio
silêncio
Ela impedia as aves de tocar os corpos de dia.
Ela impedia as feras de noite.
Rispa não podia mudar o que aconteceu.
Mas ela decidiu não abandonar seus filhos nem na morte.
Ela não saiu da rocha.
Ela não desistiu da posição.
Ela permaneceu.
QUANDO O CÉU SE MOVE
A atitude de Rispa chega aos ouvidos de Davi. O rei se comove. Os ossos são recolhidos. Há sepultamento digno.
E então a Bíblia declara algo que arrepia:
“Depois disso, Deus se tornou favorável para com a terra.”
(2 Samuel 21:14)
A chuva voltou.
A fome cessou.
O céu respondeu.
O que reis não conseguiram,
o que acordos não resolveram,
o luto perseverante de uma mãe moveu o céu.
AGORA, OLHA PARA HOJE
Rispa não é só uma mulher da Bíblia.
Rispa é um espelho das mães de hoje.
Mães que:
estão no hospital
estão diante de um diagnóstico
estão com filho preso
estão com filho rebelde
estão com filho dependente químico
estão com filho em depressão
estão enterrando sonhos
estão enterrando expectativas
às vezes estão enterrando filhos vivos
Mas continuam ali.
Na rocha.
Aos pés do Senhor.
No meio do caos.
MÃES QUE NÃO DESISTEM
Enquanto muitos desistem da vida,
essas mães não desistem da fé.
Elas choram.
Elas sangram.
Elas se cansam.
Mas não abandonam a posição.
Elas dizem com a vida: “Eu não controlo o céu,
mas eu permaneço até Ele responder.”
CONCLUSÃO
A visão de não desistir no meio do caos move o céu e traz honra.
Rispa ficou na rocha até chover.
E muitas mães hoje estão ficando de pé
até que a resposta venha.
Talvez a chuva ainda não caiu.
Mas o céu já está em movimento.
Porque quando uma mãe permanece,
Deus responde.
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